No Brasil, a Malha Rodoviária pavimentada é constituída de cerca de 216.000 KM.
A Pesquisa foi aplicada numa extensão de 95.707 KM cerca de 44% da extensão pavimentada, constituindo-se numa amostra extremamente significativa. Para se alcançar este quantitativo, mobilizou-se 17 equipes num período de 37 dias, para captação das informações no campo.
A malha pesquisada abrangeu toda a Rede Rodoviária Federal pavimentada, bem como os principais trechos de Rodovias Estaduais do mesmo padrão e concedidas.
Pesquisou-se as seguintes características das Rodovias Estaduais:
• Pavimento, sinalização e traçado.
Concluiu-se pelas seguintes condições gerais:
• Pavimento em bom estado – 54%
• Pavimento em estado deficiente – 41%
• Sinalização satisfatória – 34%
• Sinalização c/problemas – 66%
• Extensão c/acostamento – 61%
• Predominância pista simples – 88,1%
Na Região Nordeste foram pesquisados 26.739 KM, em um total de 95.707 KM, ou seja 28% do montante global.
Para o Estado de Pernambuco foram identificados os seguintes números:
• Rodovias em estado ótimo – 10,7%
• Rodovias em estado bom – 23,2%
• Rodovias em estado regular – 36,8%
• Rodovias em estado ruim – 27,5%
• Rodovias em péssimo estado – 1,8%
100%
Admitindo-se que até o nível regular, como aceitável, o estado apresenta um padrão de rodovias em condições precárias de – 29,3%.
A pesquisa destina-se a oferecer as autoridades governamentais, um sinal sobre as necessidades de investimentos na infraestrutura, e os impactos que poderão ocorrer nas condições de mobilização de pessoas e bens, se nada for feito.
Ao final do Relatório o documento síntese, indica as necessidades de investimentos, a seguir detalhados:
• Para o Brasil R$ 178,00 bilhões
• Para Pernambuco – proporcionalmente
• Para a construção de novas rodovias
• Para duplicação de rodovias
• Manutenção e restauração do pavimento R$ 46,00 bilhões
O custo operacional dos veículos é impactado pelas condições do pavimento.
O acréscimo médio do custo operacional é da ordem de 23%.
Rodovias em mal estado elevam o custo de manutenção e as despesas com combustível.
A elevação no custo de transporte em decorrência da má conservação das rodovias inibe a competitividade do produto nacional.
Acresça-se que o número de acidentes é afetado fortemente pelas más condições da rodovia.
Este fator em 2011 foi da ordem de R$ 16,00 bilhões no Brasil, desses, R$ 4,4 bilhões, são referentes a acidentes com vítimas fatais.
Jorge do Carmo Ramos
Assessoria Técnica
Em, 26/10/2012



