Vendas de caminhões crescem 11,5% em julho contra junho

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Com 4,6 mil unidades emplacadas em julho, as vendas de caminhões cresceram 11,5% na comparação com as 4,2 mil registradas em junho, embora o volume ainda esteja em nível muito abaixo da média histórica. O volume marca o segundo mês consecutivo de alta dos licenciamentos do segmento em comparativos mensais, segundo dados divulgados na quinta-feira, 4, pela Anfavea, associação das fabricantes. O total licenciado em julho também é o segundo melhor do ano, perdendo apenas para março, quando o mercado interno absorveu 4,8 mil unidades. Apesar disso, as vendas no acumulado de janeiro a julho seguem com queda de 31% sobre mesmo período do ano passado.
“Continuamos trabalhando para reduzir os níveis de estoque, mas o desafio maior é gerenciar o alto nível de ociosidade [que está acima dos 70%]. A indústria está usando todos os instrumentos de flexibilidade para controlar esse momento”, afirma Marco Antonio Saltini, vice-presidente da Anfavea, que responde pela área de veículos comerciais pesados.
Segundo Saltini, há oscilações causadas por diferentes fatores, como a paralisação dos Detrans em junho que podem ter represado os licenciamentos daquele mês, tendo-os empurrados para o mês seguinte, inflando um pouco o resultado de julho. Outro fator é a sazonalidade, diferente para cada segmento.
No caso dos extrapesados, que serve ao agronegócio, ainda continua apresentando resultados negativos: “Há dois anos foi o segmento que mais cresceu e hoje é o que está mais retraído”, observa Saltini. A categoria chegou a registrar queda expressiva de 60% em meados do ano passado, embora agora registre queda de menor intensidade: entre janeiro e julho, as vendas destes caminhões totalizaram 9,4 mil unidades, 13% abaixo do volume de iguais meses de 2015, o que pode sinalizar, segundo ele, algum volume sazonal ou algum negócio pontual realizado no mês passado.
“As vendas ainda menores não têm efeito direto com a queda que tivemos da safra. O que explica essa contínua baixa nos volumes são as frotas [de extrapesados] que ainda estão relativamente novas e, além disso, com a falta de perspectiva de crescimento do transporte, parte das frotas está parada”, acrescenta Saltini.
Outros segmentos também persistem com resultados negativos, como os médios e semipesados, que diminuíram seus volumes em 39,5% e 41,3% respectivamente no acumulado com relação ao ano passado. Os semileves diminuíram suas vendas em 10,1% e os leves, em 35,2%.
Acompanhando o cenário ainda negativo do mercado interno, a produção de caminhões segue extremamente baixa. Com ociosidade acima dos 70%, a indústria montou 36,3 mil unidades em sete meses, volume 24,5% abaixo do apurado há um ano, quando as linhas entregaram 48,2 mil caminhões.
As exportações seguem com quedas menos acentuadas. No acumulado janeiro-julho, foram embarcadas 11,2 mil unidades, 5,6% a menos do que nos mesmos sete meses do ano passado. Em julho contra junho, as vendas ao exterior subiram 9,4%, ao totalizar pouco mais de 1,8 unidades, volume que também ficou 6% acima do apurado em igual mês de 2015.
 
 
Ônibus e Projeções
Não muito diferente do mercado de caminhões, as vendas de chassi de ônibus recuaram 33,4% no acumulado dos sete meses na comparação com mesmo período de 2015 ao totalizar 7,3 mil unidades. Com isso, a produção caiu praticamente na mesma proporção, de 31%, com a entrega de 10,8 mil unidades. Na direção contrária, as exportações de chassis tiveram aumento de 23,2%, com quase 5 mil chassis.
Com este cenário, a Anfavea mantém as projeções para o ano: as montadoras esperam encerrar 2016 com as vendas de 66 mil veículos pesados, entre caminhões e ônibus. Se confirmado, o volume representará queda de 25,4% sobre as 88,4 mil unidades emplacadas em 2015.
Extraído de: Automotive Business

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