Transporte ferroviário de cargas pode crescer 12,5% em dois anos

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De acordo com a ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), nos últimos 17 anos, o setor cresceu 80%. A projeção do segmento é de um aumento de 12,5% até 2016, podendo chegar a 550 milhões de toneladas úteis.

Segundo o presidente da ANTF, Gustavo Bambin, desde a segunda metade dos anos 90, com as concessões, a ferrovia não surgia com tanta força na agenda nacional, e explica que os esforços do Governo para criar uma política pública efetiva para o setor, concentrada no PIL (Programa de Investimentos em Logística), fortaleceu os investimentos no modal. “Vivemos um momento positivo”, avalia.

Em 1997, o Brasil transportava por meio dos trens cerca de 250 milhões de toneladas. Hoje este volume é de mais de 450 milhões, quase 80% de incremento.

“Mesmo sem considerar o efeito estruturador dos projetos “greenfield” (projeto que começa do zero) na área, justamente aqueles em que os esforços do governo se concentram, entendemos que esta é uma tendência a ser mantida”, acrescenta o presidente.

Alguns segmentos, como o transporte de carga geral e de grãos, têm demonstrado grande vigor de crescimento e competitividade.

Estudos recentes apontam que, considerando novos trechos e a manutenção dos investimentos das atuais concessionárias, a participação do modal ferroviário no transporte de cargas tem condições para saltar dos atuais 30% para cerca de 45% até 2031.

“Existe um entendimento, amplamente disseminado, da importância central das ferrovias de carga para a competitividade da indústria nacional, para o equilíbrio da balança comercial e para todos os ganhos sociais decorrentes, tanto em termos de geração de emprego e renda, quanto para o desenvolvimento local e a da mobilidade urbana de nossas cidades”, avalia Bambini.

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