Tarcísio de Freitas assume Ministério da Infraestrutura. Novo ministro anuncia prioridades do governo para portos, aeroportos, ferrovias e rodovias.

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“Eu não quero fazer parte da geração perdida. Quero fazer parte de uma geração que vai fazer entregas para o país”. Essas foram as palavras do novo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que assumiu oficialmente a pasta nesta quarta-feira (2). Vários projetos foram destacados como prioridade do novo governo, entre eles, os leilões da operação da Ferrovia Norte-Sul, dos novos terminais portuários e da quinta rodada de aeroportos, marcados para março.
No setor aeroportuário, o ministro destacou que, assim que a quinta rodada de concessões for concluída, o governo já deve iniciar a modelagem da sexta. A lógica será a mesma: leilões compostos de três blocos de aeroportos. Freitas não disse quais terminais vão compor a próxima rodada, mas antecipou que Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) serão licitados por último para garantir a sustentabilidade da Infraero e mantê-la capitalizada. Outra definição é que aeroportos mais rentáveis serão agrupados com os menos rentáveis para manter o equilíbrio econômico do bloco em que eles estiverem inseridos.
Para as rodovias, Freitas traçou como prioridade as concessões da BR-235 e a da BR-364/365, além da assinatura de contrato da RIS (Rodovia de Integração do Sul). Outra atenção é para a conclusão do trecho em obras da BR-163. “Estamos nos estruturando para a safra de 2019 e montando uma grande operação para garantir que os grãos cheguem aos portos de Miritituba”, assegurou.
No setor ferroviário, além do leilão da Norte-Sul, a grande atenção do momento são os leilões da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), que ligará Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO) e da Ferrogrão, no Pará. “O mercado está aquecido e o Brasil está fortemente na pauta dos investidores internacionais. Nossos ativos estão muito bem precificados. Nós imaginamos que vamos ter leilões bem-sucedidos”, observou. As prorrogações dos contratos ferroviários, entre eles da malha da Rumo, da MRS, da FCA e da EFVM (Estrada de Ferro Vitória-Minas), também estão na agenda do novo governo.
Por fim, o ministro voltou a falar da necessidade de atrair a iniciativa privada. “A gente inaugura um período de diálogo. O sucesso deste trabalho depende da parceria e de soluções em conjunto. A gente sempre se ressentiu do protagonismo da iniciativa privada e isso está mudando”, disse.

Ministério

Toda a estrutura do Ministério da Infraestrutura foi anunciada durante a cerimônia. No total, serão quatro secretarias, sendo a Secretaria de Transportes Terrestres comandada pelo general Jamil Megid. A Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários será liderada por Diogo Piloni. A comando da Secretaria de Fomento, Planejamento e Parcerias estará Natália Marcassa. Já a Secretaria de Aviação Civil será chefiada por Ronei Saggioro. Marcelo Sampaio será o secretário-executivo da pasta e a secretária-executiva adjunta será Viviane Esse.

A EPL (Empresa de Planejamento e Logística) será incorporada à estrutura do ministério. Além disso, o novo governo estuda a ideia de fundir a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

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