Produtores da Bahia esperam recuperação da Hidrovia do São Francisco

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A recuperação da hidrovia do rio São Francisco, em todos os seus 1.371 quilômetros navegáveis, compõe os sonhos de qualquer produtor do oeste baiano. Em conjunto com investimentos em rodovias e ferrovias, a retomada da navegação em larga escala é vista como passo inevitável para assegurar a competitividade da produção local.

De acordo com Júlio Busato, presidente da AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), o rio da “integração nacional” é o caminho ideal para os produtos agrícolas destinados à região nordeste. “As cargas seguiriam por rodovia ou trem até Bom Jesus da Lapa. De lá, seriam transportadas por balsas até Juazeiro. E lá pegaria a ferrovia Transnordestina para atingir o mercado interno”, diz.

Segundo ele, o barateamento do frete beneficiará os criadores de animais da região. “Quem ganhará muito com isso será o produtor de aves, suínos e gado do nordeste, que terá acesso a uma ração muito mais barata, tornando mais competitivo o seu negócio”.

Se o criador prosperar, a demanda será maior, relata o dirigente. “Nós temos 2,2 milhões de hectares plantados e temos mais 4 milhões para ser incorporados ao setor produtivo. Então, se não tivermos mercado, essa grande produção irá cair sobre a nossa cabeça.”

A hidrovia do São Francisco, no trecho entre os municípios de Ibotirama e Juazeiro, é utilizada para o transporte de cerca de 55 mil toneladas de grãos por ano. O potencial, porém, é estimado em mais de 4 milhões de toneladas.

De acordo com dados da ASFRA (Administração da Hidrovia do São Francisco), a implantação de um corredor multimodal no São Francisco poderá reduzir em R$ 30,00 por tonelada os custos do frete de milho entre a região oeste da Bahia e a capital da Paraíba, João Pessoa.

“O ganho projetado é de R$ 1,8 milhão para cada 100 mil toneladas transportadas no corredor do Rio São Francisco, em comparação com o modal rodoviário. A redução de custos logísticos pode ser ainda mais significativa com a manutenção contínua da navegação no rio São Francisco desde Pirapora-MG até Petrolina-PE, com novas conexões ferroviárias e com ganhos de escala.”

Fonte: abtc.org.br

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