Obras da ‘Curva da Morte’ são concluídas na BR-222

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) eliminou um dos trechos mais perigosos da BR-222 no Ceará. A chamada “Curva da Morte”, localizada no quilômetro 110, em Itapajé, é parte integrante da obra de engenharia para execução dos serviços necessários à realização das obras de melhoramentos e restauração/reabilitação naquela rodovia federal. Os trabalhos totais abrangem do km 64,3 ao 122,8, totalizando 58,50 quilômetros de rodovia.

Como valor total deste contrato é de aproximadamente R$ 89,8 milhões, as obras na BR-222 devem continuar até dezembro, sendo trabalhada agora a “Rampa de Itapajé”, que vai do quilômetro 119 ao 122, de acordo com o comunicado oficial do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A Rampa de Itapajé é onde se encontra atualmente o pior trecho de tráfego entre Fortaleza e Sobral.

As obras para implantação da alteração da Curva da Morte, cuja extensão é de aproximadamente 600 metros, tiveram início no final do mês de setembro do ano passado, onde foram realizadas em torno de oito detonações em rocha, para possibilitar a alteração do traçado da rodovia, e posteriormente execução da nova plataforma da pista, com drenagem e sinalização.

Segundo as informações oficiais do Dnit, com a conclusão desta variante, foi eliminado um ponto crítico da rodovia, onde se concentrava um alto índice de acidentes, devido à geometria bastante desfavorável.

Necessidade

Para os motorista que trafegam pelo trecho, a mudança era necessária devido ao grande número de acidentes que ocorriam no local. Mas as opiniões divergem. A implosão de outra rocha, que se localiza na curva, e o espaço reservado para o acostamento são dois pontos observados pelos que criticam.

De acordo com a universitária Ana Clara de Vasconcelos, que passa pelo trecho duas vezes por semana para ir de Sobral à Fortaleza, onde mora sua família, a obra foi boa, mas poderia ter sido melhor. “A rocha na curva tem tapado a visão de motoristas, e muitos deles andam em alta velocidade pelo trecho. Sem contar que as obras acabaram aqui mas continuam ali na frente, interrompendo o fluxo do trafego”, reclamou.

O trecho alegado pela universitária vai do Km 119 até o 122, onde se localiza a Rampa de Itapajé, que foi interditado na última sexta-feira, para corte de rochas com a detonação de explosivos. O bloqueio ocorreu nos dois sentidos daquela via.

O Dnit alerta que no período das obras, os usuários devem estar atentos à sinalização, obedecendo os limites de velocidade indicados para cada segmento da rodovia.

Durante a interrupção do tráfego, os usuários, em hipótese nenhuma, devem furar os bloqueios montados, bem como não devem tomar caminhos alternativos ao longo daquele segmento. O Departamento alerta ser mais prudente e seguro aguardar a liberação da rodovia pelos técnicos responsáveis pela operação ou que se utilize de outra rota de locomoção.

Sinalização

Ainda haverá serviços de remoção de rochas ao longo do trecho, e os usuários devem estar atentos à sinalização e aos avisos de bloqueios.

As interrupções do tráfego na BR-222 são avisadas com antecedência aos motoristas e passageros por meio dos veículos de comunicação da região.

As informações também estão disponíveis através do site, www.Dnit.Gov.Br, e telefones (85) 4012-9458 (Superintendência Regional do DNIT/CE), (85) 3295-4082 (Unidade Local de Fortaleza). Em caso de cancelamento dos trabalhos, a imprensa regional será comunicada.

Fonte: Diário do Nordeste

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