Na BA, caminhões fazem fila para descarregar os grãos nos portos

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A exportação da soja está movimentando o Porto de Ilhéus, na Bahia. Tem caminhoneiro esperando dias para descarregar e a fila já chega a quatro quilômetros.

O caminhoneiro Fortunato Rodrigues chegou com uma carga de soja na segunda-feira (19) e ainda não conseguiu descarregar no Porto de Ilhéus. Enquanto isso, ele espera em um porto seco na BR-415, que estava desativado, mas voltou a funcionar há uma semana. Os caminhoneiros pagam R$ 25 e se queixam das condições do local.
O porto seco foi reativado por meio de uma parceira entre a prefeitura de Ilhéus e a Petrobrás, dona da área. O espaço tem capacidade para 100 caminhões e está lotado. Os que não conseguem vaga formam uma longa fila de espera, parados no acostamento da rodovia.
O acúmulo de caminhões estaria ocorrendo por causa da demora no carregamento dos navios em Ilhéus.
Em todo o estado, existem três portos públicos, mas toda a exportação da soja controlada pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) é feita por Ilhéus. Há ainda um terminal privado em Salvador, mas que também está sobrecarregado. O problema é que o Porto de Ilhéus foi projetado para operar com cacau e precisou ser adaptado para trabalhar com grão. A estrutura permite o carregamento de apenas um navio por vez com capacidade de, no máximo, 40 mil toneladas.
O gestor portuário da Codeba em Ilhéus, Renilton Rhem, diz que houve um aumento na produção e que a procura pelo porto já é 50% maior do que no ano passado.
Diante da sobrecarga, um dos dois tombadores que fazem o descarregamento dos caminhões teve problemas, mas a Codeba informa que o equipamento já foi consertado e que a situação deve se normalizar nos próximos dias.
Extraído de: G1

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