Logística Estado anuncia plano de reformulação de modais

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Documento que foi produzido pela Seplag e pelo Cede apresenta os parâmetros para os próximos 25 anos

Após quase dois anos de elaboração, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) apresentou ontem o Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT), que lança bases para investimentos nessas áreas para um período de 25 anos no Ceará. A modernização da malha rodoviária, a implantação de novos ramais ferroviários e recuperação dos antigos, a continuação da ampliação do Porto do Pecém e sua integração com o Porto do Mucuripe e a construção de um novo aeroporto no entorno do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) estão entre as principais medidas.

O documento foi produzido em conjunto com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede) e concluído no ano passado, mas só apresentado ontem, por uma decisão de evitar que houvesse descontinuidade nas ações após a transição da gestão estadual. O plano foi apresentado a representantes da Seinfra e órgão vinculados, Seplag, Cede, Companhia Docas e Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece).

Atualização a cada 5 anos

De acordo com Josino Pontes, engenheiro do Departamento de Estradas e Rodovias (DER) e diretor de Planejamento da Seinfra na gestão passada, o plano aponta as diretrizes das ações, mas, por ser de longo prazo, precisa ser atualizado a cada cinco anos. “É uma proposta nova de planejamento de transporte, logística e infraestrutura para o Estado, que vai atender tanto ao governo quanto à iniciativa privada, para orientar seus investimentos”, destaca. Pontes adianta que há a proposição, ainda a ser estudada, de criação de um órgão dentro da Seinfra para fazer o monitoramento do plano. Além disso, sugere também a instalação de uma comissão reunindo Seinfra, Seplag e o Cede e o setor privado para discutir as ações nestas áreas.

Modais

O engenheiro informa que a área rodoviária é a que exigirá mais investimentos. “As rodovias ainda são os principais meios de transporte de cargas no Ceará”, justifica.

Segundo ele, o setor rodoviário cearense ainda é antigo e é preciso melhorar a capacidade de transporte das rodovias. “As rodovias federais deveriam ser responsáveis por 80% do transporte rodoviário de cargas, e os 20% restantes ficariam com as estaduais. Hoje há uma sobrecarga nas estaduais, que gera maiores custos logísticos”, pontua. Ele também destaca a necessidade de se instalar mais desvios nas estradas do interior.

A área portuária teria o segundo maior aporte financeiro, com a continuação das obras de expansão do Porto do Pecém. “O plano prevê, ainda sem valores, novas expansões e adequações do terminal portuário, que serão necessárias, principalmente com a abertura do Canal do Panamá, quando o porto deverá estar preparado para receber navios de maior porte”, diz.

Interação Pecém-Mucuripe

Ele também destaca a necessidade de maior interação entre os portos do Pecém e Mucuripe, para que não haja nenhuma concorrência negativa entre eles. “Temos que ampliar a nossa capacidade portuária como se o Pecém e o Mucuripe fossem um porto só, com dois terminais”, aponta. Para isso, ele diz que ainda será necessário fazer um estudo mais aprofundado das interferências urbanas e ambientais que as ampliações e mudanças em ambos os portos podem trazer.

No ramal ferroviário, ele cita a necessidade de se recuperar as linhas ferroviárias hoje abandonadas o Estado. “É preciso dar mais importância ao trem antigo. Recuperá-lo para que ele tenha, ao menos, uma velocidade de 20 quilômetros por hora. Hoje, são apenas 12 quilômetros por hora”, diz. Em relação à ferrovia Nova Transnordestina, ele afirma que ela só terá impacto significativo no Ceará com a criação de ramais. O plano prevê um ramal partindo da Chapada do Apodi e encontrando com a ferrovia em Quixadá. O ramal escoaria a produção de minérios na região. Outro ramal proposto é o que sai de Quixeramobim, passando por Santa Quitéria, onde receberá urânio e fosfato que serão retirados da mina de Itataia, e seguirá por Nova Russas, chegando em Crateús.

Aeroporto do Pecém

No modal aeroviário, ele reforça a necessidade de instalação de um novo aeroporto internacional de carga e passageiros no entorno do Cipp, projeto que já está em estudos pelo governo.

Fonte: Diário do Nordeste

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